A geração Z quer descobrir do que gosta, e a sua marca pode ajudar

20 de janeiro de 2026 — Julie Towns

Ideias

O prompt para o Assistente do Pinterest diz: "Quero ajuda para montar um look colorido" e, em seguida, exibe Pins relevantes, imagens e uma pasta chamada "Um toque de cor".

Hoje em dia, a sensação é de que todo mundo ouve as mesmas músicas e vê os mesmos looks no feed. Deixamos os algoritmos decidirem o que vemos e ditarem o que temos que gostar. Passar tempo na internet já não ajuda a descobrir o que a gente ama, porque estamos perdendo a conexão com o nosso próprio gosto.

Seja rolando a tela infinitamente ou usando chatbots de IA pra tudo, muita gente começou a terceirizar o senso crítico e as escolhas criativas. A consequência disso pode parecer sutil, mas é real: estamos enfraquecendo nosso próprio gosto. Para quem trabalha com marketing, isso não é só uma questão filosófica, é um problema comercial. Quando não sabem quem são, as pessoas não sabem do que gostam e muito menos o que querem comprar. 

A geração Z é a que mais sente esse efeito. Quase metade desse público acha mais difícil tomar decisões hoje do que no ano passado1 e 48% dizem que estão comprando mais coisas que, no fim das contas, nem gostam ou usam2. Resumindo: essa parte do público não sabe muito bem o que quer e não gosta do que compra. E essas pessoas estão incomodadas com isso. 

Três estratégias da geração Z pra redescobrir o próprio gosto

O Pinterest tem uma visão privilegiada das transformações que estão acontecendo com a geração Z. Hoje, esse grupo já representa mais de 50% da nossa plataforma, ou seja, é nosso maior público e o que cresce mais rápido3. O comportamento desse público revela três grandes mudanças:

1. A curadoria de identidades de nicho


A geração Z não quer o que todo mundo quer. Em vez de seguir a massa, esse público está criando estéticas próprias e microidentidades com gostos hiperespecíficos baseados em humores e valores, e não no que é popular no mainstream. Isso não é consumo passivo: é uma geração construindo a própria identidade. Pesquisas mostram que quase 1 em cada 4 jovens da geração Z e millennials que interagem com tendências foge da mesmice dando um toque pessoal a elas4. Esse público quer experiências que exijam tempo, energia e, acima de tudo, autonomia. Porque, quando precisa se esforçar pra encontrar algo, você não está só comprando um produto: está decidindo quem você é.

O Pinterest é um dos lugares onde esse público faz isso. A geração Z cria mood boards a partir de cores e sensações, como "Azul Glacial" ou "Dark academia", remixando ideias pra inventar novas versões da própria personalidade. Nos bastidores, o Pinterest continua fazendo conexões. À medida que as pessoas vão salvando Pins e interagindo, a plataforma revela novos padrões, produtos e estéticas. A gente não diz do que elas devem gostar; a gente dá espaço pra que descubram o próprio gosto.

Pin de uma pessoa usando um terno amarelo diante de uma estante de livros grande, acompanhado por uma imagem de livros e uma pasta chamada "Estética dark academia".
2. A ênfase no visual


As pessoas processam imagens muito mais rápido do que textos. No caso da geração Z, que já cresceu com o celular na mão, o "textão" não tem vez. Cerca de 69% desse público concorda que os resultados da busca visual são mais úteis do que texto na hora de decidir o que comprar5.

Em outras palavras, construir uma identidade é um processo visual. Seja quando vemos um look na rua ou tiramos um print de uma maquiagem em uma série, ver alguma coisa gera perguntas como: "Eu gosto disso?" ou "Isso combina comigo?". 

Plataformas de IA generativa focadas em texto não foram feitas pensando nesse tipo de descoberta. São ferramentas ótimas pra responder a perguntas, mas falham na hora de ajudar alguém a conhecer uma vibe, filtrar opções visuais e transformar essa inspiração em decisões.

Mulher usa saia xadrez, blazer azul e boina verde. Palavras-chave e imagens relacionadas aparecem logo abaixo.
3. A busca por espaços seguros pra explorar


Descobrir quem você é envolve vulnerabilidade, e isso, por sua vez, exige segurança pra tentar e errar. Esse tipo de exploração de identidade não é tão fácil em lugares onde as pessoas estão sendo observadas, julgadas ou empurradas pelo algoritmo em direção ao que é popular para as massas.

Imagens e texto mostram acessórios relacionados a unhas de jujuba e uma estética gelatinosa.


A geração Z vem nos dizendo que escolhe o Pinterest porque é o ambiente mais seguro e menos performático. Enquanto outras redes sociais acabam sendo tóxicas — com brigas online e pessoas se comparando com as outras —, o Pinterest tem outro ritmo. Nossa plataforma é mais intencional, silenciosa e calma por natureza. Somos o antídoto da rolagem infinita e pessimista. E esse ritmo mais lento faz toda a diferença, porque os anúncios são vistos como conteúdo no Pinterest. Isso significa que as marcas aparecem como parte da construção da identidade da geração Z em vez de interrompê-la. E não é só impressão: as pessoas rolam os anúncios na tela 150% mais devagar no Pinterest do que em outras redes sociais6.

Embora tenha crescido na era dos algoritmos, a geração Z ainda desconfia deles. Esse público não está contra a tecnologia, mas não quer que ninguém escolha sua identidade. Quando a IA colabora com essas pessoas, a recepção é outra: 69% da geração Z quer ferramentas de IA que melhorem suas vidas, e não que prendam todo mundo à tela7. Além disso, 41% desses jovens já usam IA semanalmente pra pesquisar moda, comparar produtos e montar looks8.

Como o Pinterest fortalece a construção de identidade

O Pinterest usa a IA pra oferecer opções melhores e mais personalizadas, e não pra fazer escolhas pelas pessoas. O Gráfico de Gostos, que é a base de todos os sistemas de IA do Pinterest, ajuda a gente a decodificar o gosto humano. Passamos mais de uma década treinando nossa tecnologia de visão computacional pra enxergar imagens do jeito que as pessoas enxergam: identificando detalhes e entendendo como eles se conectam quando são salvos em pastas. Assim, conseguimos prever quais produtos combinam entre si e como se encaixam no gosto das pessoas. 

Essa mistura de curadoria humana decisiva e busca visual é o que faz o Pinterest ser tão poderoso. Mesmo quando as pessoas não sabem descrever o que procuram, nossos modelos conseguem sugerir as imagens, os termos e os produtos certos pra que elas comprem com confiança. E a gente segue inovando com a IA pra incluir todas as formas de pesquisa: seja por imagem, por texto e até por voz. 

Tela mostra um prompt do Assistente do Pinterest pedindo ajuda para planejar um Arranjos de mesa para o inverno. Ao lado, outra tela exibe resultados relacionados a decoração de mesas e aparelhos de jantar.


Diferente da pesquisa tradicional, o Assistente do Pinterest — nosso assistente de estilo de vida que usa IA e está disponível em fase beta apenas nos EUA — é uma experiência que prioriza o visual e a voz. Falando com o Assistente, as pessoas vão poder conversar com o Pinterest enquanto navegam no feed ou clicam em imagens pra encontrar ideias visuais que podem comprar, tudo feito sob medida pra elas. 

O texto em preto diz: "71% afirmam que o Pinterest ajuda a descobrir produtos e ideias que normalmente não encontrariam."
Imagens de uma bolsa tote com detalhes em renda, meia-calça e um bolo aparecem ao lado da consulta de pesquisa por "toalhinha redonda de renda" e um ícone de compra.


Fazendo uma ponte entre as novas tecnologias, como a IA generativa, e a individualidade de cada um, o Pinterest ajuda as pessoas a descobrirem novidades, entenderem quem são e decidirem o que querem. Esses momentos têm um valor comercial enorme: 71% dos usuários afirmam que o Pinterest ajuda a encontrar produtos e ideias que dificilmente encontrariam em outro lugar9.

Por que conexões verdadeiras criam oportunidades reais para as marcas

Quando acessa o Pinterest, a geração Z está no modo de construção de identidade, e não só rolando a tela sem objetivo ou correndo atrás de tendências. Essa é a oportunidade da sua marca. Estar presente no exato momento em que as pessoas estão descobrindo ideias e definindo o próprio gosto. Quando a sua marca aparece nos resultados do Pinterest, você não está só fechando uma venda. Está se tornando parte da história de alguém. 

E quando a identidade do cliente se conecta com a da sua marca, essa pessoa continua prestando atenção, mesmo quando os algoritmos mudam ou uma nova tendência aparece. É assim que se constrói relacionamentos com valor vitalício real. Porque as marcas que vão se destacar na próxima era da internet serão aquelas que ajudam as pessoas a responder à pergunta mais importante que existe: "Quem sou eu?".

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